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4 de fevereiro de 2014

Microsoft anuncia novo CEO: Satya Nadella

Satya Nadella
Demorou, mas aconteceu. Cinco meses depois de Steve Ballmer anunciar que se aposentaria, a Microsoft finalmente oficializou nesta terça-feira a contratação de seu novo CEO. O indiano Satya Nadella, com 22 anos de casa e até então responsável pela área da computação na nuvem, assume o comando da empresa daqui em diante.

O processo de seleção contou com a participação direta de Bill Gates e reuniu nomes de peso. Internamente, o CEO do Skype, Tony Bates, e o ex-líder da Nokia, Stephen Elop, também eram cotados para a sucessão. Externamente, falava-se que Alan Mullaly poderia deixar a Ford para dirigir a gigante de softwares.

Nadella, entretanto, fez prevalecer sua forte influência na companhia. Ele é o líder do setor de cloud computing da Microsoft e da área de produtos corporativos, que vêm registrando resultados satisfatórios nos últimos tempos. Assim, ele é especialista em uma das áreas mais importantes.

Antes da reorganização recente da Microsoft, o executivo era encarregado da área de servidores e ferramentas, mas também acumulou passagens pelos departamentos de pesquisa e desenvolvimento para serviços online e já foi vice-presidente de produtos corporativos. A experiência múltipla lhe rendeu bom conhecimento sobre a empresa que irá liderar.

Analistas sugerem que a escolha do indiano para o cargo pode representar o fim da linha para Bill Gates como presidente do quadro de diretores da companhia, cargo que ocupa desde que deixou de participar do cotidiano da empresa em 2008.

A saída de Gates pode fazer sentido, já que o novo chefão da Microsoft terá de responder a seus dois predecessores, contando com Steve Ballmer, que também é um dos membros do quadro de diretores, o que nem todos estão dispostos a aceitar. Além disso, Bill Gates vem se preparando há anos para deixar de ser um nome relevante para a Microsoft, vendendo gradualmente suas ações, e se preocupando mais com a Bill & Melinda Foundation, sua instituição beneficente sem fins lucrativos. 
Fonte:OlharDigital

Como funcionaria uma sociedade sem estado

Este artigo é a segunda e última parte da entrevista concedida por Hans-Hermann Hoppe à revista Wirtschaftswoche, o principal semanário da Alemanha sobre economia e negócios, e foi conduzida por Malte Fischer. A primeira parte, que versou sobre economia global e secessão, pode ser lida aqui.

img-millennialvoters.jpgIndependentemente do número de territórios soberanos, ainda resta a questão do tamanho do governo.  Os liberais clássicos sugerem que o estado seja um mero 'guarda noturno', o qual se limita a garantir a liberdade, a propriedade e a paz.  Mas o senhor não quer estado nenhum.  Por quê?
Os liberais clássicos subestimam a inerente tendência de qualquer arranjo estatal ao inchaço.  Essa é uma propensão irreversível.  Quem determina quantos policiais, quantos juízes e quantos soldados — todos eles financiados por impostos — haverá em um estado mínimo voltado exclusivamente para a segurança e para os serviços judiciais?  
No mercado, onde bens e serviços são demandados e pagos voluntariamente, a resposta é clara: bens e serviços serão produzidos na quantidade e aos preços que os consumidores estiverem dispostos a pagar.  Por outro lado, no que tange ao governo de qualquer país, a pergunta "quanto?" será sempre respondida da mesma maneira: quanto mais dinheiro você nos der, mais poderemos fazer por você.
Dado que o governo pode obrigar seus cidadãos a pagar impostos, o governo sempre irá exigir cada vez mais dinheiro e, em troca, ofertará serviços de qualidade cada vez pior, dado que o governo não opera em ambiente concorrencial.  A ideia de um estado mínimo, principalmente em uma democracia, é um projeto conceitualmente falho.  Estados mínimos jamais permanecem mínimos.

Então não deveria haver estado nem sequer para proteger a propriedade, e para fornecer serviços de segurança e de justiça?
Se o estado for proteger a propriedade utilizando uma polícia estatal, então ele terá de coercivamente coletar impostos.  No entanto, impostos são expropriação.  Desta maneira, o estado paradoxalmente se transforma em um expropriador protetor da propriedade.  Não faz sentido.  Ademais, um estado que quer manter a lei e a ordem, mas que pode ele próprio criar leis, será ao mesmo tempo um transgressor e um mantenedor da lei.

Desmitificando alguns mitos sobre bancos centrais

O moderno sistema mundial de bancos centrais se sustenta sobre mitos.  E, como vários mitos, eles contêm um elemento de verdade que foi distorcido pelo exagero e pelo uso indevido. 
Em dezembro de 2013, o Banco Central americano, o Federal Reserve — aquela máquina que, ao inundar o mundo de dólares, obriga os bancos centrais de outros países a adotarem a mesma política monetária para evitar valorizações cambiais, e que, ao adotar a política inversa (aumento de juros), os obriga a seguir o mesmo padrão — completou seu 100º aniversário.  A ocasião, portanto, é apropriada para se desfazer alguns mitos persistentes.
O primeiro mito é o de que bancos centrais são intrinsecamente necessários para o funcionamento das economias de mercado.  Tanto a teoria quanto a história contrariam e desmentem isso.  Peguemos os exemplos dos bancos centrais mais famosos do mundo.

O Federal Reserve só foi criado em 1913, o que significa que durante o período de maior enriquecimento da história americana — 1865 a 1913 — não havia nenhum banco central.  Mais ainda: quando foi criado, o Fed não possuía a função de gerenciar a oferta monetária do país.  Os EUA ainda operavam sob um padrão-ouro clássico e, sendo assim, não havia necessidade de se ter um banco central para controlar a oferta monetária.  O uso do ouro, ou de qualquer outra commodity, como moeda impõe uma limitação natural à criação de dinheiro, limitação essa representada pelo custo de se extrair da natureza quantidades adicionais desta commodity.  É apenas quando se adota dinheiro de papel e sem nenhum lastro em commodity (o chamado dinheiro fiduciário), que os bancos centrais adquirem a função de controlar a oferta monetária.  E é exatamente este gerenciamento da oferta monetária — que leva a uma criação cíclica de dinheiro — o que gera os ciclos econômicos que fustigam as economias de mercado.

O Banco Central do Canadá só foi criado em 1935.  O sistema bancário canadense passou incólume à Grande Depressão, não registrando nenhuma grande falência bancária.  Em contraste, milhares de bancos americanos quebraram, não obstante a existência do Federal Reserve.  Essas falências bancárias em larga escala só acabaram porque Franklin Roosevelt decretou feriado bancário e criou o FDIC, o seguro federal para depósitos (o que fez com que as pessoas parassem de retirar seu dinheiro dos bancos).  O Fed não deu qualquer contribuição para a estabilidade bancária.

2 de fevereiro de 2014

'É triste ainda estarmos falando sobre isso', diz ator de beijo gay pioneiro na TV

Beijo gay na minissérie Mãe de Santo, em 1990 | Foto: YouTube
Beijo de casal gay interracial teve pouca repercussão na época
Os atores Daniel Barcelos e Rai Alves, que protagonizaram um beijo gay pioneiro na TV brasileira em 1990 em uma minissérie da TV Manchete, dizem ter ficado decepcionados com a reação de parte do público ao beijo entre os personagens Félix e Niko da novela Amor à Vida

Segundo Alves, a cena da novela da Globo, que acontece cerca de 24 anos após o beijo de seu personagem, respondeu à pressão da sociedade. "A Globo não fez isso de bobeira. O mercado impôs, a sociedade impôs".
"É muito triste num país como esse, com uma diversidade tão grande, ainda estarmos falando sobre isso como algo curioso. Pessoas são pessoas. Não fomos educados para conviver com as diferenças, este é o problema", disse à BBC Brasil.
"Acho uma perda de tempo discutirmos a homossexualidade. Temos que discutir, sim, o combate à homofobia."

Para Daniel Barcelos, chamou atenção o "radicalismo" de muitos comentários em portais de notícias e redes sociais. "Fiquei chocado com alguns comentários ultra-religiosos, que falavam como se aquilo fosse coisa do demônio."
Na série Mãe de Santo, que relacionava os orixás de religiões afro-brasileiras com histórias do cotidiano, os personagens de Barcelos e Alves se apaixonaram e viveram um romance.

De acordo com Barcelos, a cena do beijo foi surpreendente também para os atores, que só foram avisados que ela aconteceria na hora da gravação.
"Não teve nenhuma preparação emocional, foi no impacto", disse o ator à BBC Brasil.
O ator diz, no entanto, que a cena não teve grande repercussão na época - a minissérie era exibida às 22h30 e teve baixa audiência.
"A repercussão foi maior para mim mesmo, porque sabia que tinha feito uma cena que era importante", recorda.
Daniel Barcelos e Rai Alves | Fotos: Arquivo pessoal
Barcelos e Alves descobriram no dia da gravação que filmariam um beijo entre os personagens
"Sempre achei que aquilo era um passo à frente, na época. Eram dois tabus, porque também era um beijo interracial."

Piadas nas ruas

Apesar da pouca atenção que o episódio recebeu, Barcelos diz que se orgulha do trabalho. A história mostrava não só o beijo, como o relacionamento do casal até a morte de um deles.
"Na história, fazia sentido (o beijo). O (personagem) Rafael não era feliz no casamento dele e foi buscar a felicidade, o encantamento", diz.
Rai Alves, que interpretava Lúcio, lembra que chegou a sofrer preconceito em Salvador, onde se passava a minissérie, na época.
"Não recebi ameaças, mas ouvi piadinhas. Também por ser negro em uma sociedade preconceituosa como a nossa", disse à BBC Brasil.

"Ouvi comentários do tipo 'além de negro, é viado'. Isso refletia a cabeça das pessoas naquele instante. Hoje, o discurso é outro. Dizem: 'É viado, mas longe de mim tudo bem'."
Requisitados após a exibição do beijo gay na Globo, os dois atores acabaram retomando o contato pelo Facebook e trocaram impressões sobre a época.
"Sabíamos do que a história se tratava, mas não sabíamos do desfecho", relembra Alves.

"O bom da direção foi que a cena tinha uma coisa muito romântica, lírica. E a sombra que aparece é o truque. Nos aproximamos muito, mas foi uma espécie de selinho. O diretor pediu que não caíssemos no território do vulgar."
O beijo entre os personagens de Barcelos e Alves pode ser considerado o primeiro beijo de um casal homossexual na TV aberta brasileira.
Antes deles, em 1963, duas atrizes teriam se beijado em Calúnia, um teleteatro da TV Tupi de São Paulo, mas não há registro da cena.
Em 1985, na novela Um Sonho a Mais, da Globo, os atores Ney Latorraca e Carlos Kroeber trocam um "selinho". No entanto, o personagem de Ney Latorraca está travestido de mulher, assumindo a identidade da secretária Anabela. 
Fonte:BBC

Rumor: Microsoft tem planos de lançar versão mais barata do Xbox One

Uma baciada de rumores sobre o futuro do Xbox One em 2014 começaram a pipocar na internet, que dizem que a Microsoft já planeja a venda de versões diferentes do console, incluindo o console branco, semelhante ao que foi distribuído para funcionários em edição limitada, e uma versão mais barata.
O Xbox One branco seria lançado em outubro deste ano, juntamente com o jogo Sunset Overdrive, segundo um usuário anônimo do fórum NeoGaf. O site americano The Verge, que possui excelentes fontes na Microsoft e costuma acertar nestes casos, confirma o interesse da empresa em tornar esta edição limitada do console aberta ao público.

Já a edição mais barata teria uma limitação que seria impeditivo para muitos usuários. Isso porque ela viria sem o drive de mídia óptica, ou seja, sei leitor de Blu-Ray. O console seria alimentado apenas por jogos comprados de forma digital e baixados pela internet, assim como filmes e músicas adquiridos digitalmente. 
Se a Microsoft realmente lançará essa versão alternativa ainda não se sabe. O que se sabe é que a empresa considerou lançar o console já sem a leitura de Blu-Ray, mas voltou atrás antes do anúncio oficial. Mesmo assim, nunca deixou de testar a alternativa internamente, segundo o The Verge apurou.

Em novembro, também estaria previsto o lançamento de uma edição nova do console com 1 TB de armazenamento, contra apenas 500 GB dos modelos atuais. Por fim, o mês de março receberia o primeiro o bundle do Xbox One, acompanhando o lançamento do aguardado jogo Titanfall, que sairia com uma versão especial do videogame estilizado com as cores e padrões de design do jogo.Reprodução
Via The Verge