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26 de setembro de 2014

FBI critica criptografia reforçada no Android e no iOS

Recentemente, Apple e Google anunciaram que irão reforçar a encriptação de dados de usuários em seus respectivos sistemas operacionais móveis. A notícia é bem-vinda pelos usuários, mas há quem ficou insatisfeito com a novidade: o FBI. O diretor da agência afirmou a repórteres nesta quinta-feira, 25, criticou a obsessão com criptografia destas duas empresas.
“Eu acredito que nós deveríamos poder obter um mandado de um juiz independente para ter acesso aos dados do smartphone de qualquer um”, ele afirma, lembrando que há caminhos legítimos para obter os dados de alguém, e citando algumas ocasiões em que isso possa ser necessário logo em seguida.
“A noção de que alguém anuncie um ‘armário’ que nunca possa ser aberto, mesmo que envolva um caso de sequestro de uma criança e um mandado judicial, para mim, não faz sentido”, afirma Comey.
Para quem não acompanhou o caso, a Apple diz que o novo sistema de criptografia do iOS inviabilizaria o acesso aos dados do usuário em qualquer situação, mesmo com mandado, já que a chave estaria apenas na mão da pessoa, inacessível pela empresa. No caso do Google, o Android já oferece a encriptação dos dados, mas a partir da edição “L”, que chega em breve, ela será padrão para todos. Não será necessário nem ativá-la nas configurações do aparelho.
E isso parece ter incomodado as autoridades americanas. É claro que existem situações legítimas e legais em que seria importante ter acesso aos dados dos usuários, como o exemplo citado por Comey. No entanto, a não-utilização de criptografia também se traduziu em abuso, como as denúncias de Edward Snowden sobre o esquema de espionagem global conduzido pela NSA.
Via The Verge

19 de setembro de 2014

Curiosidades sobre o Esperma


O esperma, ou sêmen, é a célula reprodutora masculina, que é expelida durante a ejaculação. Cada orgasmo do homem lança aproximadamente 200 milhões de espermatozoides.

Confira algumas curiosidades sobre o esperma:

1 – A alimentação masculina influencia na qualidade do esperma. Homens que consomem muitos peixes, por exemplo, recebem mais ácido DHA, responsável pela formação de espermatozoides saudáveis.

2 – Os espermatozoides masculinos são muito lentos. Uma dieta saudável pode fazer com que as células de cabeças arredondadas se tornem mais ágeis para conseguir perfurar os óvulos.

3 – Os espermatozoides foram descobertos pelo holandês Antony van Leeuwenhoek, em 1677. Ele foi o primeiro pesquisador a analisar o esperma em microscópios e descobrir as pequenas estruturas que se movimentavam como enguias. Este estudo foi feito com o esperma do próprio Antony Van Leeuwenhoek.

4 – O esperma é um líquido esbranquiçado produzido pelo organismo masculino. Os espermatozoides do esperma são fundamentais para a reprodução humana.

5 - Pesquisadores descobriram que o sêmen tem um composto chamado espermina, que contém propriedades antioxidantes e ajuda a prevenir o envelhecimento da pele. Com isso, uma empresa de cosméticos lançou um creme facial feito à base de esperma e que é vendido a 250 dólares.

6 - Existem pessoas que são alérgicas ao sêmen, podendo apresentar coceiras, dor de cabeça, vermelhidão na pele, erupções cutâneas e até choque anafilático depois de entrar em contato com a substância. Uma das doenças provocadas pelo esperma é a Síndrome da Doença Pós-Orgásmica.
Fonte:Curiosidades

O ciclo da dependência pode ser quebrado

317339_446344455447273_534922397_n.jpgAs pessoas respondem a incentivos.  Todos nós sabemos disso, e essa é a base para a grande maioria das decisões de política econômica.  Os seguidores da escola behaviorista, por exemplo, defendem que o governo adote políticas que "incentivem" e "estimulem" as pessoas a se comportarem como o governo gostaria que elas se comportassem em vez de criar mais leis estatais.  A diferença é ilusória, mas há casos em que realmente há grandes diferenças.  Por exemplo, as pessoas realmente acham preferível o governo aumentar os impostos sobre o fumo e a bebida — para desestimular o consumo dessas substâncias — em vez de proibir diretamente o uso delas.

Secessão, descentralização e competição

1402538772923.jpgHoje a Escócia vai às urnas para decidir se irá ou não se separar do Reino Unido e se tornar um país independente.  Até o momento, grande parte dos argumentos levantados pelos contrários à secessão gira em torno de minúcias — qual moeda será adotada?  De quem realmente será o controle do petróleo do Mar do Norte?  A Escócia irá se juntar à União Europeia? No entanto, de muito maior interesse é a questão mais ampla e abrangente sobre a secessão em si, isto é, sobre fatiar países grandes e transformá-los em países menores.  Seria tal medida desejável?

16 de setembro de 2014

"As chances de haver vida em outros planetas são muito altas"

Elisa Quintana, astrofísica responsável pelo estudo que anunciou o Kepler-186f, planeta semelhante à Terra, acredita que encontrar vida em outros planetas é apenas questão de tempo. Nesta entrevista, ela explica qual a relevância da descoberta e conta como ela irá nos levar a rever nosso papel no universo onde vivemos.
Elisa Quintana
A astrofísica Elisa Quintana, membro do Seti, sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterreste (Search for Extraterrestrial Intelligence Institute)
A equipe de 23 cientistas responsável pela descoberta do Kepler-186f foi liderada por Elisa Quintana, uma astrofísica que trabalha há oito anos no Seti, sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterreste (Search for Extraterrestrial Intelligence Institute). O local, fundado em 1984 na Califórnia, Estados Unidos, tem seus projetos patrocinados pela Nasa e emprega mais de 120 cientistas com o único propósito de explorar e explicar a origem e natureza da vida no universo. Em outras palavras, seus pesquisadores procuram, com a tecnologia mais avançada do mundo, encontrar seres alienígenas.

O objetivo de Elisa, a astrofísica que, desde 1999 trabalha em projetos da agência espacial americana e também é pesquisadora da missão Kepler, é encontrar planetas como o descoberto no último dia 17, capaz de abrigar água na forma líquida. Para ela, a revelação de muitos planetas semelhantes à Terra é apenas questão de tempo. E eles vão mostrar que as chances de existir vida no espaço, além de nós, é praticamente uma certeza. “Se descobríssemos que planetas das dimensões da Terra não eram comuns, isso também nos traria lições importantes – como a de que, talvez, a vida seja algo especial”, diz a pesquisadora.
Nessa entrevista ao site de VEJA, a cientista explica qual a importância da descoberta do planeta Kepler-186f e conta como essa revelação vai nos levar não só a uma nova compreensão do universo, mas também a rever nosso papel no cosmo.

De acordo com a última estimativa, só em nossa galáxia seriam 40 bilhões de planetas parecidos com o nosso. Então teríamos essa quantidade de novas descobertas? Esse é o número mais aceito. Há muitos planetas na Via Láctea. E a maior parte deles pode, em teoria, ser do tamanho da Terra ou menores, mas ainda não foram revelados porque são difíceis de encontrar. O fato de que nós descobrimos apenas um planeta do mesmo tamanho da Terra até agora não significa que eles não sejam abundantes. Eles simplesmente ainda não tinham sido vistos. Além disso, a missão Kepler não monitora muitas estrelas anãs, como a do Kepler-186f, porque elas são as mais obscuras para se ver.

Então a descoberta de sua equipe é apenas a consequência natural do avanço da ciência, dos telescópios e dos estudos astronômicos? A missão Kepler foi construída com o propósito de encontrar planetas com o mesmo tamanho da Terra e determinar sua frequência ao redor de outras estrelas além do Sol. Esse era o seu objetivo e, por isso, a descoberta não nos surpreendeu. Se descobríssemos que planetas das dimensões da Terra não eram comuns, isso também nos traria lições importantes — como a de que, talvez, a vida seja algo especial. Estamos descobrindo que existem vários mundos parecidos com o nosso e, por isso, as chances de haver vida em outros planetas são muito altas.

E por que revelações assim são importantes? Porque elas nos mostram a frequência de planetas além do nosso Sistema Solar, nos ajudam a estudar suas atmosferas e composição. Mas, principalmente, nos levam a responder a questões como ‘estamos sozinhos no universo?’ ou ‘será que existe vida além do Sistema Solar?’

E que tipo de vida seria essa? Isso é difícil de responder. Qualquer forma de vida encontrada seria significativa. No instituto onde trabalho, meus colegas procuram sinais de rádio que poderiam vir de formas de vida inteligentes de outros planetas. Outras equipes, que trabalham com astrobiologia, buscam qualquer forma de vida fora da Terra, o que inclui o estudo de Marte, do gelo em Europa (uma das luas de Júpiter) e nas luas de Saturno. Eles também estudam seres em ambientes extremos, tentando compreender a flexibilidade da vida, como o funcionamento biológico de vermes que vivem no fundo de oceanos ou outros organismos que podem viver sem água por décadas, sobreviver a radiações intensas e depois voltar ao normal com uma única gota de água. Eles são fascinantes!

De acordo com o que você diz, a descoberta de planetas parecidos com a Terra vai aumentar e a probabilidade de encontrar outras formas de vida também será maior. Quais seriam as consequências disso? Pessoas como eu, que estudam planetas fora do Sistema Solar, procuram lugares em que existe água porque a vida, como conhecemos, precisa de água, e porque tudo o que podemos monitorar com a tecnologia atual são o vapor d’água ou outros elementos assim na atmosfera. É claro que esses novos planetas podem ter tipos de vida muito diferentes de tudo o que conhecemos, mas, já que não podemos detectar coisas assim, usamos a definição de ‘habitável’ como sendo algo parecido com a Terra e capaz de ter água líquida na superfície. Essa é uma concepção que coloca a Terra como parâmetro, porque achamos que a vida só pode existir na presença de oceanos como os nossos. Mas, no fundo, procuramos por lugares que sejam lar de qualquer forma de vida detectável. Se isso for encontrado, não só irá nos levar a uma compreensão do universo de uma forma completamente nova como nos fará rever nosso papel no cosmo. Deixaremos de ser os únicos seres vivos do universo.
Fonte:Veja