BRASÍLIA — O Palácio do Planalto saiu vitorioso na primeira sessão do
Congresso sob o novo rito de análise de vetos. A Secretaria-Geral da
mesa diretora do Senado informou nesta madrugada que os senadores
mantiveram as rejeições feitas pela presidente Dilma Roussef a quatro
projetos: os da medida provisória (MP) da cesta básica, da MP do
Pronatec e Prouni, do Ato Médico e do Fundo de Participação de Estados
(FPE). A Secretaria não deu detalhes sobre o placar final da votação.Segundo
o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), a apuração parcial do
Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal
(Prodasen) indicou que por 38 votos contra, 27 a favor e cinco
abstenções, os senadores mantiveram a decisão da presidente Dilma de
vetar o projeto que retira da União a obrigatoriedade de compensar
estados e municípios pelo dinheiro do Fundo de Participação dos Estados
(FPE) retido devido a desonerações fiscais. Para que um veto seja
derrubado, é preciso do voto de pelo menos 41 senadores e 257 deputados.
De acordo com o líder petista, por 40 votos a favor e 30 contra, o Senado manteve a manutenção dos dez trechos vetados por Dilma ao Ato Médico. O ponto mais polêmico foi o veto que acabava com a determinação de que somente médicos poderiam fazer diagnósticos e prescrever tratamentos de saúde.
O resultado final só foi conhecido nesta quarta-feira porque a votação secreta foi feita em cédulas de papel. As urnas foram lacradas e encaminhadas para apuração sob supervisão de um grupo de parlamentares.
Os líderes do Senado e da Câmara decidiram em reunião na tarde de terça-feira quais vetos seriam analisados, e ficou de fora da votação o veto que manteve a cobrança da multa de 10% do FGTS nos casos de demissão sem justa causa, assunto que preocupa o governo pois pode causar um rombo de mais de R$ 3,5 bilhões nas contas públicas. Esses vetos foram os escolhidos para serem analisados, porque passariam a trancar pauta no Congresso.
Mais cedo, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmaram que caso os vetos da presidente ao Ato Médico e ao FPE fossem derrubados, o governo levaria o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a ministra Ideli, caso o veto dos fundos de participação fosse mesmo derrubado, não haveria outra alternativa para o governo senão entrar na Justiça contra a decisão do Congresso. O ponto vetado do projeto diz que se o governo fizer desonerações do IPI e de impostos que também são destinados a estados e municípios, terá que fazer a compensação pelos recursos que deixarão de ser arrecadados pelos estados e municípios.
De acordo com o líder petista, por 40 votos a favor e 30 contra, o Senado manteve a manutenção dos dez trechos vetados por Dilma ao Ato Médico. O ponto mais polêmico foi o veto que acabava com a determinação de que somente médicos poderiam fazer diagnósticos e prescrever tratamentos de saúde.
O resultado final só foi conhecido nesta quarta-feira porque a votação secreta foi feita em cédulas de papel. As urnas foram lacradas e encaminhadas para apuração sob supervisão de um grupo de parlamentares.
Os líderes do Senado e da Câmara decidiram em reunião na tarde de terça-feira quais vetos seriam analisados, e ficou de fora da votação o veto que manteve a cobrança da multa de 10% do FGTS nos casos de demissão sem justa causa, assunto que preocupa o governo pois pode causar um rombo de mais de R$ 3,5 bilhões nas contas públicas. Esses vetos foram os escolhidos para serem analisados, porque passariam a trancar pauta no Congresso.
Mais cedo, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmaram que caso os vetos da presidente ao Ato Médico e ao FPE fossem derrubados, o governo levaria o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a ministra Ideli, caso o veto dos fundos de participação fosse mesmo derrubado, não haveria outra alternativa para o governo senão entrar na Justiça contra a decisão do Congresso. O ponto vetado do projeto diz que se o governo fizer desonerações do IPI e de impostos que também são destinados a estados e municípios, terá que fazer a compensação pelos recursos que deixarão de ser arrecadados pelos estados e municípios.
— Não tem
alternativa (a não ser recorrer ao Supremo). De onde o governo vai
tirar, da noite para o dia, R$ 11 bilhões? Essa é uma situação bastante
delicada. Essa é uma matéria de grande impacto. Os estados mostram que
seriam necessários R$ 11 bilhões se for compensar os estados e
municípios. Muitas desonerações estão em vigor, então se tiver que
compensar, dá esse impacto, é um impacto significativo e, além disso,
não diz de onde vai sair o dinheiro. Toda vez que você cria algo que
implicará em aumento de despesas, tem que obrigatoriamente dizer de onde
vai vir — afirmou Ideli.
Sobre o Ato Médico, lei que regulamenta o exercício da medicina, Chinaglia disse que o veto seria derrubado.
—
Não temos condição de reverter essa situação. Existe maioria para
derrubar o veto. Todos os que são contra (ao veto) já foram alertados.
Se o veto cair, vamos judicializar o caso, vamos à Justiça. Não é o que
queríamos, mas não produzimos um acordo. Meu limite é a saúde do
paciente — disse Arlindo Chinaglia.
Na segunda-feira, depois de
conversa de mais de duas horas com a presidente Dilma, o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recuou da intenção de pôr em votação
todos os vetos presidenciais problemáticos para o governo. Ao sair do
encontro, o senador admitiu que a pauta que apresentou na semana passada
aos líderes da Casa, e já publicada, poderia ser alterada “em função da
negociação”.
Veja os vetos que foram votados na sessão de hoje:
1
- PROUNI: Na MP 606, o Congresso incluiu a adesão de faculdades
municipais ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Apenas dois
estados (Paraná e Santa Catarina) têm universidades municipais. O
governo vetou, com a justificativa de que as instituições municipais de
educação não se submetem aos processos de regulação e supervisão da
União, o que impossibilitaria avaliações do programa nessas
instituições.
2 - DESONERAÇÃO CESTA BÁSICA: Na MP 609, com
desoneração de impostos sobre produtos da cesta básica, os parlamentares
incluíram mais de 40 itens, como mortadela, linguiça, camarão e até
absorvente íntimo, além de desonerações que beneficiariam fabricantes e
importadores de alguns tipos de máquinas e veículos. O governo vetou
esses 'jabutis', alegando que essa extensão, sem a respectiva estimativa
de impacto, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.
3 - ATO
MÉDICO - Projeto de lei do Senado virou lei que reserva aos médicos o
direito de formular diagnósticos e fazer prescrição terapêutica. O veto
foi para acabar com a restrição total a outros profissionais da saúde.
Nesta terça-feira, o governo enviou projeto de lei com urgência para
tentar evitar a derrubada do veto. O novo texto garante que essas duas
atividades sejam privativas dos médicos, mas assegura a atuação de
outros profissionais, como fisioterapeutas e enfermeiros, de acordo com
os protocolos já adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
4 -
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS (FPE) - O Congresso aprovou uma nova
lei de repasses da União para o FPE, a partir de 2014, com um artigo que
protege as receitas dos estados e municípios das desonerações
tributárias feitas pela União. A presidente vetou esse artigo. O governo
alega um prejuízo de R$ 11,3 bilhões, por conta de desonerações feitas
para diversos setores da economia com efeitos ainda no ano que vem. Com a
provável derrubada do veto, o governo irá recorrer ao STF. O que os
parlamentares querem é obrigar a União a arcar sozinha com as
compensações pelas desonerações sobre o IPI, sem dividir a redução na
arrecadação com os municípios.
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