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Um assunto que vem tomando espaço na mídia nos últimos anos vai ganhar uma nova contribuição com o documentário de Alex Winter, intitulado “Deep Web: The Untold Story of Bitcoin and The Silk Road “, sem data de lançamento ainda. O mesmo autor  de “Downloaded” (documentário sobre o Napster), agora explicará a relevância do site  de mercado negro The Silk Road e da moeda virtual Bit Coin, que, segundo ele, “tem potencial de criar um grau de perturbação global que fará o Napster parecer brincadeira de criança”.
Para quem não conhece, a Deep Web se refere a todo conteúdo que não pode ser indexado, ou seja, não pode ser encontrado por buscadores comuns com o Google. Normalmente, esse tipo de informação vem de sites privados (acessados com login e senha), e páginas sem hyperlinks, porém abre espaço para diversas formas de navegação sem fiscalização, e é o lugar preferido de quem quer anonimato na internet.
A ferramenta comum para se navegar em sites da Deep Web é o Tor, programa criado pela Marinha americana em 2006 e que desde então vem sendo mantida por uma organização sem fins lucrativos (Tor Project). Com esse programa, que pode ser instalado por qualquer pessoa (há tutoriais na internet), é possível entrar “quase” anonimamente na obscura Deep Web. Lá é encontrado de tudo, desde coisas comuns até assuntos ilegais como pedofilia, filmes reais de tortura, venda de drogas ou até mesmo a contratação de assassinos profissionais. O suposto chefe do famoso site The Silk Road, Ross Ulbricht, foi preso recentemente pelo FBI por vender produtos contrabandeados, mas este é só um exemplo de sites de vendas na Deep Web que são movimentados pela nova moeda virtual: o Bit Coin.
O Bit Coin não é uma moeda normal. Não é fiscalizada e tem preços bastantes variáveis, mas qualquer um pode fabricá-la. Na verdade, quase qualquer um, pois seu processo envolve a resolução de um algoritmo, na qual um computador pode levar semanas até que um único Bit Coin seja gerado. Porém, fabricando ou comprando, essa moeda compra diversos produtos e serviços na Deep Web, deixando o FBI e o serviço de inteligência amerciano um tanto preocupados. Segundo o italiano especialista em cibersegurança, Pierluigi Paganini, “O Silk Road é só a ponta do iceberg. Fechá-lo só gerou a migração da comunidade envolvida para outros mercados. A luta contra o cibercrime está apenas começando”.
Fonte:POP